Quem sou eu

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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

domingo, 13 de maio de 2018

Bingo do Dia das Mães em escola no município de Bandeira do Sul foi um sucesso

Neste sábado, dia 12 de maio, aconteceu o Bingo do Dia das Mães em Bandeira do Sul, na Escola Estadual José Bandeira de Carvalho. Com prendas doadas pelos professores, servidores, mães de alunos, comerciantes da cidade e da região, o bingo foi realizado de forma gratuita, apenas como uma homenagem às mães.
Desde muito cedo, a quadra aberta da escola começou se agitar de mães querendo participar do evento. Segundo Talles Felipe da Silva, vice-diretor da escola, o bingo teve como intuito aproximar as famílias da instituição. Realizar um jogo, colocando os pais para compartilhar um momento de lazer dentro da escola, é o primeiro passo para que eles se sintam bem-vindos. O objetivo foi fazer com que os pais participem mais da educação escolar dos filhos, quesito fundamental para que o processo educativo seja bem-sucedido.
Mariana L. Oliveira, mãe de uma aluna do segundo ano do Ensino Médio, comentou: “Sou muito ocupada e esse momento tem sido muito divertido para mim. Já ganhei alguns prêmios e pretendo ganhar mais. Muito interessante essa iniciativa da escola, de promover este bingo, sem que a gente precise pagar pelas cartelas, somente com o objetivo de divertirmos.”
Roslaine Aparecida Ferreira, aluna do EJA, estava em uma das mesas mais premiadas do bingo. Ela e inclusive um pai de aluno, jogaram e tiveram a sorte de ganhar várias prendas: bolos, potes de plástico, produtos de beleza e até um livro (A ilha e a Menina) da professora Raquel de Souza.


A aluna Roslaine de Oliveira recebendo uma prenda do vice-diretor Talles Felipe da Silva (à esquerda) e a diretora Silvana Cassimiro de Abreu (à direita)
A pedagoga Luciana (ao meio), recebendo o livro de Raquel de Souza (à esquerda) e do vice-diretor Talles Felipe da Silva (à direita)



Professores, servidores e mamães animados com o Bingo do Dia das Mães: sucesso da Escola Estadual José Bandeira de Carvalho





sexta-feira, 20 de abril de 2018

Luto por Maribel




Olá amigos! Há muito que não escrevo aqui. Fiquei de dar uma modernizada no layout do blog, mas os compromissos mils da minha vida não me permitiram fazer isso até hoje. No entanto, hoje acordei com uma saudade imensa de escrever, como se precisasse voltar as minhas origens. Lembrei daquele samba do Caetano “A tristeza é senhora... Desde que o samba é samba é assim...”. Recordei também do Vinicius “Mas pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza, senão, não se faz um samba não...”. Aqui dentro do peito tem uma dor que quase posso tocá-la, de tão sólida. E faço hoje da tristeza, assim como Caetano e Vinicius, minha força motriz para escrever. Volto ao meu blog como que para uma velha companheira esquecida. Para sentir minha dor e superar o meu luto. Muitos podem pensar que luto a gente pode sentir pela perda apenas de humanos, mas no meu caso, estou assim porque minha gata de estimação morreu. E sinto uma dor sem dimensões pela morte ela, pois ela foi a criatura que ficou em minha companhia durante muitos anos, todos os dias. É um amor, um afeto que me permiti sentir por esse bichinho que agora, sem ela, parece tudo vazio. Não tem o seu miado de fome cedinho, não tem ela pedindo leite ou peixe, não tem ela perseguindo armários semi-abertos para fazer ninho. Morreu aos cinco anos, teve uma vida boa de gato, bem alimentada, amada pela família, teve quintal e sonecas o quanto quis. Ontem foi o enterro dela, caiu ainda fofa na terra úmida. Plantarei uma rosa em cima de sua covinha, como homenagem a minha amiga e princesa. Na minha mente, me aparece ela bebê, feia, sem pelo, e eu a pegando pela primeira vez... Demorou meses até que ficasse fofa, mas gato tem o dom da beleza e se a gente cuida bem, logo fica uma graça! E para encerrar por hoje, lá se foi a gata mais meiga, dócil e alegre que conheci.Minha gata Maribel!


Beijos!




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Insônia e Pesadelo



Esta noite, tive uma insônia brava, fiquei com os olhos saltados, esperando a manhã chegar. Havia certa melancolia nas gotas da chuva que chocavam o telhado intermitentemente. Geralmente, a chuvinha ajuda a aprofundar ainda mais o sono, a preguiça. Fechei os olhos e logo fui transportada para uma conferência de políticos, uma votação mal lograda, que sem tempo em que eu pudesse protestar, a sala toda foi tomada por uma fumaça que brotava do chão. Desesperada, fugi de lá. Ao me virar, percebi que era a única pessoa que ainda se encontrava naquele recinto. Objetos sacros estavam por todo canto, parecia uma igreja. Ao chegar na porta, eu já sabia que estava num sonho e que não poderia abrir a maçaneta da porta. Teria que passar por ela. Odeio essa sensação de estar voando, ter um controle suposto de onde vou no sonho. Isso me amedronta profundamente. Me livrei da sala enfumaçada e fui parar numa torre imensa, tão alta que nunca se chegava no teto. Quando avistei o telhado, já quase no mesmo instante, estava livre, flutuando na noite. Mas havia seres andando quando desci, uns seres maiores que eu, como que fossem de tijolo. Um deles começou a me perseguir e fiquei com tanto medo que acordei gritando.
Decidi pegar um livro e ler ao invés de voltar a dormir. Mas o sono me pegou novamente e agora lá estava eu vendo um cachorro agonizar na rua. Pensei que o certo seria acabar de matá-lo para abreviar o seu sofrimento, mas eu nem saberia fazer tal coisa. Encontrei uma amiga que queria se casar e escolheu um vestido de noiva num brechó. Só que a noiva que iria casar com aquele vestido, morreu antes do casamento. Ela me pediu para ir buscar o vestido e, chegando na loja, coisas estranhas começaram a acontecer, objetos foram atirados, e coisas ficaram tremelicando. Saí correndo dali. Fui parar num espaço de yoga, minha prima não olhou para mim. Pensei, essa praga virou uma demônia e comecei a chorar, me sentindo um lixo, ofendida com a atitude dela. Depois, veio uma tia minha falar qualquer vantagem. Eu fiquei ali, triste. Mas aí veio o meu professor de yoga e mais uns amigos, e fizeram um ritual para eu melhorar. Aí fui visitar o espaço, que estava diferente, maior do que é, na verdade. Acordei. Quase na hora do despertador tocar. Esses sonhos mais cansam que descansam. Resolvi tirar mais um cochilo e levantar de vez, seguir o dia.
E uma das coisas que resolvi fazer, nesta longa noite acordada, temperada com pesadelos, foi voltar a escrever no meu blog. Basta de sacrifícios, ficar sem escrever esse tempo todo foi um suplício, não vale a pena deixar de ser quem eu sou para perseguir o meu sustento. Sei que ele vai vir de uma forma ou de outra. Quem sabe, escrever tire a minha ansiedade, me deixe mais feliz. Quem sabe, quem sabe...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Mistério de existir

Faz muito tempo que não escrevo nada. Não sei como sairá este escrito. Pode não sair uma obra-prima, mas um dia precisaria arriscar nas minhas palavras novamente. Deixo para trás todo o filtro, todos os medos de cometer clichês e gafes. Deixo para os sabidos a pretensão de escrever textos de alto nível. Por enquanto, apenas irei escrever. E me vem uma liberdade tão grande enquanto estou aqui digitando, é como se os grilhões que prendiam a minha arte se rompessem. Desperta dentro de mim a alegria ancestral, aquela felicidade primeira que me faz ser uma pessoa agradável aonde quer que esteja. Volto as minhas origens, meus sonhos antigos, e rememoro como é bom ser eu, como é maravilhoso estar viva e poder expressar em palavras o meus deslumbres de experimentar, viver, observar e admirar este mistério incrível que é existir. 

domingo, 25 de junho de 2017

A perigosa semente

Algumas gotas de sono e sonho acompanharam a minha noite. Ainda é bom lembrar do roçar das suas mãos nas minhas, do seu calor. Tudo tão raro, tão único, tão fugaz.Gostaria te me derreter na sua pele, mas me contenho na minha condição sólida. É preciso manter os protocolos, a boa política, as convenções. Obrigar a nascer amizade de uma semente que insiste em florescer paixão.

sábado, 2 de julho de 2016

Metade de um sol amarelo

Meus dias não se orientam por fins de semana, muitas vezes eles se igualam numa sucessão monótona de dias. Tudo se interrompe com os passeios, viagens, e até mesmo com filmes. Assim, sendo hoje sábado, querendo descansar e conhecer um pouco mais do mundo, escolhi um filme todo especial para assistir. Chama-se “Metade de um sol amarelo” Acontece na Nigéria e tem uma história incrível. Acontecem traições familiares que, se não houvesse uma guerra, as pessoas nunca se perdoariam. Mas, a necessidade de ajuda, de estar junto é tão maior, que os seres humanos desse filme se perdoam. Dão outra chance. Eu coloco aqui seres humanos ao invés de personagens, porque eles se mostram de uma maneira tão sincera e crua que a impressão que se tem é que os conhece.
Esse filme é uma adaptação de um romance de Chimamanda Ngozi Adichie, uma nigeriana que é uma das mais importantes jovens autoras da literatura africana. O nome original do livro é  Half of a Yellow Sun – Meio sol amarelo. Esse livro eu quero ler, com certeza, assim como os outros que ela escreveu.
Um dizer desse filme que me marcou foi um diálogo em que as gêmeas  Olanna e Kainene relembram a fala do avô delas, quando narrava as coisas terríveis que passara na Nigéria. Ele dizia: “Não me matou, me fez conhecedor.”

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Marido Ideal

Acabei de assistir a um filme interessante, “O Marido Ideal”. Logo vi, pela estrutura do enredo que se tratava de uma peça de teatro adaptada para o cinema. Na verdade, é uma adaptação adorável de uma peça chamada “Um Marido Ideal” de Oscar Wilde. A história é toda engenhosa, com personagens caricatos, que às vezes chegam a ser infantis. Mas a ingenuidade ou maldade genuínas podem nos trazer uma segurança, uma referência neste mundo em que os vilões e mocinhos andam tão misturados. A dualidade entre bem e mal, essa divisão tão clara numa história, às vezes nos deixa tão felizes quanto ouvir um conto de fadas. E quem não gosta de histórias felizes? Quem não é apaixonado por um “happy ending”? Agora ficou meio antigo gostar de coisas comuns e eu sou careta mesmo. Adoro um finalzinho feliz, principalmente se for o meu!
E aproveitando a deixa, achei lindo o comentário de uma das personagens que fala da diferença entre olhar e ver e que só se enxerga realmente uma coisa quando você percebe a beleza que existe nela.


Beijo a todos!