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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Efeitos benéficos da dor

Olá amigos,
Hoje acordei sem condições para ir à aula. Estou com dor. E fiquei virando de um lado para o outro na cama. Depois de muitos dias sem dormir direito não consigo dormir mais do que 6 horas por dia. No entanto, enquanto ficava em silêncio, decidi uma coisa importante na minha vida. Várias de minhas companheiras vão sentir muito por causa dessa decisão. Mas é hora de tomar uma atitude mais drástica. Afinal, quem está na chuva é para se molhar de vez. De repente, um surto de cólica pode trazer algum benefício. Por que não?
Beijos a todos e bom dia!
Raquel de Souza

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É tempo de tirar a armadura e lutar sem armas

Depois de certa hora da tarde cancelei meus compromissos. Era tempo de me calar. Peguei um filme "Comer, rezar, amar" para assistir. Fez bem, fiquei quieta por um tempo. Eu sinto essa necessidade de ficar parada, comigo mesma. Mudei a minha rotina, voltei a fazer uma graduação. E fiquei apaixonada. Muitas mudanças e eu sei que essa fase de adaptação é complicada. Temos sempre uma leve queda a perguntarnos para que essa gastura toda na vida. Afinal fico muito feliz andando no mato, vendo as montanhas. No entanto, tenho um ímpeto aqui dentro que me faz querer buscar mais, saber mais. Eu sei que certas coisas se buscam quietas. Mas a maioria delas se encontra na beleza de se relacionar com as pessoas, ter empatia. Era tempo de ficar quieta, prestar atenção aos meus pensamentos. Me ouvir. É tempo de tirar a armadura e lutar sem armas. É preciso ter coragem!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Rompi as minhas grades da racionalidade

Olá amigos,
Há dois dias que não escrevo. Quer dizer, não retomo no meu livro porque escrever eu escrevo sempre. Faz parte do meu viver. Tem tanta coisa acontecendo na minha vida e hoje, domingo, me deparo com um tempo à toa. Sabe quando tudo que você teve que fazer no dia já está feito e ainda o dia não acabou? Eu deveria escrever o meu livro nesse tempo. Mas não quero. Não sei por que. Fico pensando no que está se passando dentro de mim. De repente rompi com as minhas grades da racionalidade e deixei meu sentimentos fluirem. Ao invés de ver um mundo certo, acabei por ter uma outra percepção. Eu sei que não adianta me tornar máquina, fazer tudo certinho porque isso não é humano. A beleza de viver é ser essa mescla do racional e sentimental. Esse é o meu desafio. Eu sei - minha avó me disse - que a gente pode tropicar quando gosta de alguém. Mas a gente pode se arriscar e, como mágica, acertar! Acho bom estar crendo novamente nisso, acho que seguir o curso do rio ao invés de me agarrar nas beiras dele tem sido muito menos doloroso. Na verdade, tem sido uma aventura.
Boa noite a todos!
Abraço,
Raquel

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Beijos sem toques, toques sem beijos

Beijos sem toques, toques sem beijos

Como é possível conter a fúria do meu corpo
Que fica na expectativa do seu!?
Cerro minhas pálpebras e imagino o seu ser,
Como será o seu cheiro, o seu gosto, o seu estar.
Falo e ouço palavras suas,
Absorvo o seu riso leve.
Como é possível ficar aqui imaginando seus olhos
Tendo a sua foto ao meu lado?
Eu quero saber a temperatura da sua pele,
E que energia é essa que me contagia de longe,
Sem toques, sem beijos,
E que desde já sinto falta,
Mesmo sem nunca ter colocado a minha mão na sua.

Raquel de Souza, 09/02/2011