Quem sou eu

Minha foto
Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A solidão satisfeita

Olá,
Nessa noite quente, em que todos parecem ter se recolhido em seus aposentos, aqui me encontro. E estou numa daquelas solidões satisfeitas, em que se sente que tudo está em seus devidos lugares e que por esse dia, a tarefa acabou. E depois desse dia, sobra esse tempo para sentir. Tempo para ouvir as músicas que gosto, tempo para dançar a minha dança. E mesmo que seja de um cadenciar modesto de aprendiz, é a minha dança. Assim é minha vida: um monte de afazeres e algum tempo para colocar meus pensamentos nos devidos lugares. E quando olho a minha volta, de como é minha existência, agradeço a Deus. Tem gente que não acredita em Deus. Tiro o chapéu para essa incredulidade. É que eu acho que para não acreditar que existe algo superior que nossa própria ignorância, é preciso ter muito mais força para crer. Porque é muito mais lógico acreditar no maravilhoso, no mágico, no sobrenatural. Porque o que sabemos é pouco demais e tudo, até os milagres que acontecem na nossa vida não tem explicação. Acontecem e para mim, cá comigo, é pela força do Bem.
Beijo a todos!
Raquel

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A necessidade é que faz o monge

Hoje, por motivo de muita precisão abri o interior de um carro e tive que vasculhar as suas entranhas. Simplesmente ele se recusava funcionar. Pode ser que falte água - pensei. Então comecei a cheirar - esse ato tão primitivo - para compreender em que compartimento iria a água. E assim foi: com auxílio de meu noivo -tão ignorante do mistério de como se funciona um automóvel quanto eu - colocamos a água. Mas água não faltava. Comecei a verificar a esmo o que poderia faltar para que o veículo se recusasse terminantemente a funcionar. Qual não foi a minha surpresa quando olho para um compartimento escrito gasolina, abro e verifico que ele estava vazio. Pensei: deve ser isso. Pedi ao meu noivo que fosse comprar gasolina. Enquanto isso, pesquisei na internet se a gasolina que estava faltando naquele tanque realmente ocasionava o não funcionamento do carro. Descobri que carros a álcool precisam de injeção de gasolina para ligar quando não estão quentes ainda. Suspirei de alívio. Marcelo chegou com uma garrafa cheia de gasolina e colocou no carro. Após algumas tentativas o automóvel estava bom como nunca, funcionando com toda a sua força. Fiquei satisfeita em saber que, apesar de não entender nada de carros, posso ainda aprender um pouco desse mistério. "A necessidade é que faz o monge." - hoje entendi na pele esse ditado.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Assim como a vida mesmo é

Olá amigos,
Agora em uma cidade mais quente, mais ensolarada, me sinto na terra do sol. Os dias passam muito diversos da minha rotina anterior. Meu ímpeto de escrever não passa.Tenho uma melancolia flutuante no peito. Ela me visita principalmente no lusco-fusco em dias que estou apenas com a minha companhia. Acho que esse quezinho de tristeza faz parte da minha alma. Como dizia Vinícius de Moraes, para se fazer um samba é preciso um pouco de tristeza. Talvez a poesia, a suavidade das palavras, a emoção que brota dela, venha desse sentimento um pouco incômodo e contemplativo. Porque afinal, porque escrever se isso não for como um alimento para nosso ser? Se esse ato não for uma necessidade de conter a fugacidade do momento em algumas páginas para que ele dure um pouco mais? Como se o próprio escrever fosse um significado para esses dias que correm, às vezes tão atribulados, às vezes tão perfeitos. Assim como a vida mesmo é.

Abraço,
Quel

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Se não der tempo, paciência

Olá pessoal,

Quantas coisas mudaram desde que abri esse blog o ano passado! Foi no próprio ano que conheci o amor da minha vida, que encontrei a calma e que aprendi que a vida não precisa ser uma corrida incansável, mas que podemos alcançar nossos objetivos de forma mais tranquila e feliz. Afinal, vivemos o suficiente para fazer o que temos que fazer. Se por um acaso não der tempo, paciência. Pelo menos o tempo que se passou aqui na terra não foi um "vale de lágrimas", um poço de estresse, ansiedade e tudo aquilo que mais está atormentando o povo da nossa época. Não que esses sentimentos não me atinjam, que eu também não sofra desses incômodos sentimentos. Mas não quero desenvolver em mim novamente a angústia de não ter terminado meu romance no prazo estabelecido nesse blog. Não terminei ainda. E quando terminar, vou ter um ótimo livro nas mãos, se o talento e o esforço permitirem.
Abraço a todos,
Raquel