Quem sou eu

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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Marido Ideal

Acabei de assistir a um filme interessante, “O Marido Ideal”. Logo vi, pela estrutura do enredo que se tratava de uma peça de teatro adaptada para o cinema. Na verdade, é uma adaptação adorável de uma peça chamada “Um Marido Ideal” de Oscar Wilde. A história é toda engenhosa, com personagens caricatos, que às vezes chegam a ser infantis. Mas a ingenuidade ou maldade genuínas podem nos trazer uma segurança, uma referência neste mundo em que os vilões e mocinhos andam tão misturados. A dualidade entre bem e mal, essa divisão tão clara numa história, às vezes nos deixa tão felizes quanto ouvir um conto de fadas. E quem não gosta de histórias felizes? Quem não é apaixonado por um “happy ending”? Agora ficou meio antigo gostar de coisas comuns e eu sou careta mesmo. Adoro um finalzinho feliz, principalmente se for o meu!
E aproveitando a deixa, achei lindo o comentário de uma das personagens que fala da diferença entre olhar e ver e que só se enxerga realmente uma coisa quando você percebe a beleza que existe nela.


Beijo a todos!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aquilo que não me destrói, me fortalece

Quando se faz uma escolha, somos inocentes, achamos que logo logo a vida se assenta. Mas, às vezes, é difícil encaixar o trem na linha novamente. O tempo vai passando e tudo que temos é uma fé,  e quando ela não existe mais, rezamos para resgatá-la. Não está fácil engolir o dia hoje.  Eu sei que nem é bom compartilhar esses sentimentos ruins com os meus possíveis leitores. Hoje em dia, o povo só está querendo ler coisas estimulantes. No entanto, dá um certo conforto saber que – quando admitimos que sofremos - não é apenas nós que sentimos dor, que caímos, que fracassamos. Faz parte da vida também perder.  Assisti a um filme muito bonito esses dias, chama-se "A Sorte do Vinicultor". Um camponês queria ir além dos vinhos ordinários que produzia com o pai e produzir vinhos de qualidade, especiais. Todavia, na vida dele não dava nada certo, até que ele avistou um anjo em carne, osso e asas. Todo ano eles se encontravam. Muita coisa deu errado nesse tempo e um dia o camponês lamentou e perguntou o por quê daquele sofrimento todo. Então o anjo disse que, na vida, para ela ter sentido, precisamos da tristeza e da alegria, e que não dá para se produzir um vinho bom sem ter produzido um tanto de vinho ruim. E que tudo que se sente, se vive, passa para o sabor da bebida. É claro que, depois de muita persistência, a vida dele melhora e ele passa a produzir vinhos de alta qualidade. Daí eu tirei uma lição, que para vencermos, é preciso engolir um monte de fel e ter paciência. Isso vai nos dando estrutura, vai nos fortalecendo. E como já dizia Nietzsche "Aquilo que não me destrói, me fortalece."