Quem sou eu

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Sou escritora e uso do artifício de escrever para depurar pensamentos e sonhos. Sou uma leitora apaixonada, curto assistir a filmes e séries e ir ao teatro. Tenho dois livros publicados: "A ilha e a menina" e "Livremente Mara".

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Quando me falta o sal...

Tem horas que entro num buraco negro. Só que esse lugar não tem cor; nem preto é. É invisível, quando estou lá dentro ninguém me vê. Quando o meu ânimo só se esforça para ser insípido, é para lá que eu vou.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Poços de Caldas tem Saúde nota 10!

                                              UPA - Poços de Caldas - MG

Sempre tive plano de saúde, sei muito bem como é ser mais ou menos atendida nos prontos-socorros particulares, tudo bonitinho, pintadinho, mas com uma demora impressionante para atender a gente. Quando, devido às circunstâncias, fiquei sem plano, pensei assim: o jeito é não ficar doente, pois se no plano já deixa a desejar, imagina no SUS!

Me enganei feio! Com o passar do tempo, foi realmente necessário recorrer ao PSF. As consultas foram marcadas sem demora, e a médica clínica geral Diana é uma graça de pessoa e ótima profissional. 

Hoje, porém, fui ao PSF porque meu resfriado havia piorado e precisava ser atendida hoje mesmo porque não consigo fazer nada direito com a cabeça pesada, dor no corpo, nariz congestionado. Não foi possível.

Dessa forma, decidi arriscar ir à UPA. Levei um livro para estudar e pensei: vou esperando até onde der, qualquer coisa volto para casa. Mas, para o meu espanto, fui logo passada por uma triagem e depois chamada para a consulta. Da consulta, para o raio-x, para verificar se estava com sinusite. Minutos depois, saiu a chapa, impressa. Fazia muito tempo que não ia ao médico, mas fiquei impressionada com a tecnologia de hoje, as chapas serem impressas no papel. Ainda mais eu vendo isso na UPA! Dali dois instantes, o médico, o Dr. Ricardo Manne, me chamou, analisou o exame, me receitou uma injeção e uns medicamentos. Logo aplicaram a injeção e fui até a Policlínica pegar os medicamentos via oral. Só tinha um deles, o outro comprei, todavia, achei perfeito tudo! O atendimento, a rapidez, a tecnologia. Pelo menos nessa área, o governo anda dando conta do recado!

Nesses momentos em que só se fala de crise, é importante ressaltar as coisas boas que também acontecem. A saúde aqui em Poços, até onde eu precisei, tem sido nota 10 e isso merece ser divulgado!

Abraço a todos e ótima saúde!

Foto: http://www.amopocosdecaldas.com.br/2015_07_01_archive.html

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quando digo adeus


Não ameaço dizer adeus. Simplesmente digo. Por educação, por afirmação. Viro-me e não volto mais. Talvez tenha ares de realeza em que há mais atitudes do que ameaças. Esse meu jeito não é moldado, faço isso de maneira espontânea. Às vezes as despedidas saem tão rapidamente que parecem precipitadas. Mas não são. Desenvolvo o adeus. Quando ele está pronto, vou embora.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Um novo ânimo

Estou com o ânimo revigorado. O fato de ter conseguido ajuda certeira para superar as emoções em detrimento da razão, foi a coisa mais importante que me aconteceu hoje. Eu tive que voltar às minhas origens, encarar os meus medos. A vida surpreende e, de uma hora para outra, percebemos que as coisas podem não sair conforme queremos, nem com toda a urgência, mas a demora do percurso pode nos trazer amadurecimento, novas forças. E o carinho do toque da mão de alguém te segurando vale muito mais que conseguir o que queremos de fato. Pois o que desejo ainda é futuro, mas o apoio é o que tenho e ele é real e é ele que me deixou feliz neste dia!

sábado, 30 de maio de 2015

Alô, alô, marciano, aqui quem fala é da Terra...


Eu queria, de vez em quando, fazer realizar umas coisas que eu imagino. E que desse certo. Que a minha expectativa ajudasse a concretizar alguns feitos. Quando as empreitadas dependem apenas de mim, na maioria das vezes não me decepciono. Mas quando se trata de fazer concretizar algo que dependo das escolhas dos outros, aí tem sido difícil coincidir o que espero com o que realmente acontece. Será que ando esperando demais das pessoas? Será que ando dando crédito demais para quem desconfia da minha pessoa, da minha hombridade só porque um dia fui sincera demais? Não tenho como saber, meus dons não vão muito além dos cinco sentidos, não sei entrar muito bem na subjetividade do outro. Ou talvez são os outros que não conseguem ver claramente o que quero. Ou talvez até saibam, mas não dão a mínima. Cada um com seus problemas, não é? Bom, o fato é que às vezes fico solitária, achando que estou isolada em uma ilha em um mar que ninguém conhece. Mesmo assim, peço socorro: “Alô, alô, marciano, aqui quem fala é da Terra...” Quem sabe consigo um contato, quem sabe alguém me reconhece!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Poesia do meu dia


Voltando para casa, me deparei com muitas folhas amarelas se digladiando alegremente no chão. Percebi que já não estou tão desanimada. Quando começo a ver a poesia do meu dia, a vida começa a melhorar. Ontem foi um dia difícil, daqueles em que a gente fica se perguntando se fez a escolha certa, se todo o preço do meu esforço diário está realmente valendo a pena. Fui chorar as mágoas na casa de minha amiga (o que seria da gente sem nossas amigas?). Entre uma comida e outra, muita conversa, a vida vai ficando melhor. Os fantasmas vão ficando menos assustadores e conseguimos enfrentá-los com mais coragem. Tem hora que dá vontade desistir, tentar outra empreitada. Mas uma vez feita uma escolha, como diz a minha amiga, tem que fazer dar certo. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

A Índia que Rudra Das trouxe para nós


Retornei de minha segunda aula de yoga. Confesso que é uma experiência incrível, diferente mesmo até de outras aulas de yoga que já tive antes. O professor, o Rudra Das ficou sete anos na Índia e na sala dele, ele trouxe um pouco daquele ar exótico do país. Quando entro naquele recinto, me sinto transportada para a Índia, para um mundo em que as pessoas relaxam pelo menos uma vez por dia, fecham os olhos e meditam, sentem prazer de viver só o momento presente, sem passado, sem futuro, só o alívio do agora, da nossa saúde boa e da nossa abençoada ausência de dor.Transfiro-me para um mundo mais lento, onde não é preciso ficar tantas horas sentada, em que não é necessário dissecar assuntos desconhecidos em busca de uma vida melhor. Quando entro naquela sala, meus problemas passam na minha mente como invasoras mal-vindas. O que vocês estão fazendo aqui na minha aula de yoga? Não. Aqui na aula do Rudra somente vim buscar paz e algum equilíbrio para não fazer feio nos exercícios. Enquanto sou iniciante, vou fazendo o que consigo e saio de lá respirando o ar da Índia, ouvindo os sons doces e calmos, com certeza que a minha vida já melhorou. Quando fecho os olhos e entro dentro de mim, encontro a minha Parságada e finalmente me sinto amiga do rei.