Quem sou eu

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Sou escritora e uso do artifício de escrever para depurar pensamentos e sonhos. Sou uma leitora apaixonada, curto assistir a filmes e séries e ir ao teatro. Tenho dois livros publicados: "A ilha e a menina" e "Livremente Mara".

sábado, 22 de agosto de 2020

Solidão até nos ossos

 Vejo esses posts cheios de movimento e energia. Como se a vida fosse um espetáculo épico. A alegria parece reinar aos baldes. Por aqui, no entanto, não consigo me desprender da monotonia, da solidão. Aprendo um novo idioma para sonhar mais intensamente com as viagens que farei um dia. Meus passeios de hoje são cheios de receios, a máscara me protege e me esconde. As mãos vão empastadas de álcool em gel. Vou vivendo um dia atrás do outro, dias sempre iguais, encerrada em casa. Cozinho, arrumo a casa, trabalho. Tudo se passa dentro das quatro paredes de meu apartamento, vejo os dias clarearem e ofuscarem a sua luz, da minha janela presencio coloridos pores-de-sol. Vejo a estrela d'alva apontar, acaricio a minha gata. Raramente chove, mas isto não faz muita diferença para quem não tem quintal. Sonho com uma casa com piscina, banheira, mas vislumbro também uma vida com mais gente por perto. Como sinto falta de amigas! Eu gostaria de ter uma vida mais elétrica, embora estas sensações tenham um preço que não queira pagar mais. Tenho saudade das conversas fáceis, da alegria das fofocas contadas ao sol. Me sinto muito só e isolada de todos. Começo a ter saudades de minha mocidade, embora acredite que o que sinto falta mesmo é da presença de gente na minha vida. Parece que ultimamente as pessoas tem me decepcionado demais. Parece não haver uma aproximação sincera, leve. Acabo de ler uns conselhos aqui no face, essas coisas para o bem viver e aqui diz "não se demore onde não é bem recebido". Acho que é isso, tenho me culpado demais por ter me "distanciado" de pessoas que, na verdade, elas me quiseram longe também. Um dia, comecei a ser incisiva, insistente em me aproximar de antigas pessoas da minha vida, mas percebi que as coisas não funcionam assim. Na verdade, não sei bem como essa dança de gente funciona. Era tão boa nisto na faculdade, mas agora que sou adulta, independente emocional e financeiramente, encontro esses tipos de crespo. Gostaria de sair por aí e encontrar novos círculos, gente semelhante a mim no mundo. Mas a pandemia veio e agora fica ainda mais complicado superar essas questões. Acredito que o único meio que tenho seja mentalizar boas pessoas se aproximando de mim. Dar valor ao afeto das poucas pessoas ao meu redor. Imaginar que um dia vou me sentir menos só e com mãos menos atadas. Parece que este distanciamento social entrou nos meus ossos, dentro do meu ser. Não consigo achar natural  essas desinfecção contínua, essa falta de abraços e toques. Não consigo achar comum não querer pegar o meu sobrinho, não ficar muito perto dos meus pais. Não é natural. E já faz um tempo de estamos tocando a vida assim. Esses dias eu fiz uma autorização por escrito para um aluno entrar dentro da escola. O mundo virou do avesso e estou meio sem humor para fingir que está tudo bem. Estou sozinha e triste. 


terça-feira, 12 de maio de 2020

Troquei o meu vinhozinho por suco de uva

Troquei o meu vinhozinho por suco de uva. Me veio uma sede de lucidez e calmaria, uma vontade só de sentir as ondulações sentimentais sem interferência alcoólica. É que ficar confinada pode empanturrar a gente de tédio, de uma maneira tão abrupta que talvez gritar resolveria, ou pular da janela do sétimo andar, como se fosse uma gata buscando a liberdade no ar vazio. Acabei encontrando alguma paz fazendo corrida pelos cômodos da casa e ouvindo música antiga. Tem gente que se acalma com meditação, eu entro dentro de mim pulando corda com um cabo de internet que encontrei aqui dentro de uma caixa. Acabei de ver o meu celular e parece que o nosso país bateu o recorde de mortes por covid-19 novamente. Fecho os olhos e tento não me contaminar com essa profusão de más notícias. Desvio meu pensamento e agradeço a Deus por mais esse dia, por aqui está tudo bem, um dia de cada vez. Vou assim vivendo, um dia por vez, cheia de gratidão pelo presente. Do futuro, não sei, nunca soube. Eu gostaria de esquecer que o "lá fora" existe e que meu amor, todo o dia quando chega em casa depois do trabalho, pode trazer o corona junto. Não queria me lembrar, mas não lembrar é como não viver e quero sentir cada segundo dessa minha vida, pulsando, louca para desbravar o mundo, mesmo que esse mundo agora se resuma nos limites de meu apartamento. Há muita vida aqui, muita energia, muita arte, muita força. E vou tentando viver o mais saudável possível no meio de tanto luto.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Desprezo para esquecer do Covid

O desprezo alheio não é algo que posso controlar. Hoje senti nas minhas entranhas esse gosto amargo de quando pessoas não te querem na vida deles. Mas pensei um pouco e decidi que esse não é um sentimento meu. São das pessoas. Dessa forma, não tenho que carregar essa tristeza comigo. Resolvi que vou perdoar e respeitar por inteiro a decisão de se afastar de mim. Fiz uma oração e desejei tudo de bom para esses que ainda são muito queridos por mim. Mas resolvi seguir a minha viagem sem rancores, a vida já está por demais assustadora para me delongar com firulas. Aproveito e faço desses pequenos conflitos o meu provimento para voltar a escrever, tornar eventos incômodos em situações para ruminar em forma de palavras o que sinto. É bom concentrar nas minhas vísceras, neste tempo que se sai à ruas e todos estão mascarados, encostar em alguém pode ser um perigo mortal. Na televisão, passa diariamente o número de mortos, sempre aumentando aos milhares ao redor do mundo e aqui. Eu encerro na minha casa, com uma saudade insaciável de ter gente por perto, mas daquela saudade de se encontrar pessoas e jamais vincular esse fato com doença ou morte. Que falta me faz sair de casa, viajar ou até mesmo sonhar com isto! Assim, voltar-me para mim, para esses pequenos embarrancos me faz como que esquecer dessa maluquice em que vivemos nesta pandemia do Covid-19.

Abraços!

domingo, 7 de outubro de 2018

Cats

Cats are things you can’t control your love at all. Some times it easy to like them, but at the most, as almost all the people you meet, it is difficult to get along. Even being cats (and I love them), the love is a thing the you have to build inside. When you see a cat, you have the feeling you love it, but it is just a feeling. Once you have to deal with it, the things could be so challenging. They don’t overcome your expectation, and when they do it, they do it in a way you don’t understand. Then, the just died. To show you the joy is finished somehow.
 

Somo livres


Para mim, o que foi significante nestas eleições foi ter sentado com a minha família e ter decidido o voto, ter colocado os números no papel. Pai foi de direita, mãe foi centro-direita e eu, centro sem lá o quê. Decidimos. Sem ofensas reais. Alguém mencionou que deveriam cassar o direito de voto de alguns, onde já se viu votar em tal candidato! Ou tal partido! Mas cada um colocou sua relação de números na carteira e foi votar hoje, um dia frio e nublado. Saí do compartimento da urna com a sensação de dever cumprido, embora os candidatos não sejam lá aquelas coisas. Votei por muitas razões, nem sempre pela honestidade. Votei porque queria coisa nova, votei porque queria justiça, votei porque quero ser mais valorizada como mulher. Não fui fiel a partido, foi uma miscelânea só. Alguns votos foram estratégicos, outros foram por escolhas reais. Foi a primeira vez que isto aconteceu na minha vida. Acho que, embora o “odiado” possa ser o vencedor dessa batalha, acho que esse resultado vai ser fruto de um grito da população de que almejamos o básico. Ainda estamos buscando emprego, segurança, e o mais básico: comida. Seja lá qual for o resultado, o nosso povo ainda pede pelo essencial e é preciso respeitar este clamor. Eu clamo por ser respeitada enquanto mulher na sociedade, mas tenho que admitir que esta requisição vem depois das barrigas estarem cheias. Infelizmente é assim. Uma requisição de cada vez e é lamentável que o Brasil ainda esteja no primeiro nível das necessidades: o que dar para a minha família comer no final do dia?

domingo, 13 de maio de 2018

Bingo do Dia das Mães em escola no município de Bandeira do Sul foi um sucesso

Neste sábado, dia 12 de maio, aconteceu o Bingo do Dia das Mães em Bandeira do Sul, na Escola Estadual José Bandeira de Carvalho. Com prendas doadas pelos professores, servidores, mães de alunos, comerciantes da cidade e da região, o bingo foi realizado de forma gratuita, apenas como uma homenagem às mães.
Desde muito cedo, a quadra aberta da escola começou se agitar de mães querendo participar do evento. Segundo Talles Felipe da Silva, vice-diretor da escola, o bingo teve como intuito aproximar as famílias da instituição. Realizar um jogo, colocando os pais para compartilhar um momento de lazer dentro da escola, é o primeiro passo para que eles se sintam bem-vindos. O objetivo foi fazer com que os pais participem mais da educação escolar dos filhos, quesito fundamental para que o processo educativo seja bem-sucedido.
Mariana L. Oliveira, mãe de uma aluna do segundo ano do Ensino Médio, comentou: “Sou muito ocupada e esse momento tem sido muito divertido para mim. Já ganhei alguns prêmios e pretendo ganhar mais. Muito interessante essa iniciativa da escola, de promover este bingo, sem que a gente precise pagar pelas cartelas, somente com o objetivo de divertirmos.”
Roslaine Aparecida Ferreira, aluna do EJA, estava em uma das mesas mais premiadas do bingo. Ela e inclusive um pai de aluno, jogaram e tiveram a sorte de ganhar várias prendas: bolos, potes de plástico, produtos de beleza e até um livro (A ilha e a Menina) da professora Raquel de Souza.


A aluna Roslaine de Oliveira recebendo uma prenda do vice-diretor Talles Felipe da Silva (à esquerda) e a diretora Silvana Cassimiro de Abreu (à direita)
A pedagoga Luciana (ao meio), recebendo o livro de Raquel de Souza (à esquerda) e do vice-diretor Talles Felipe da Silva (à direita)



Professores, servidores e mamães animados com o Bingo do Dia das Mães: sucesso da Escola Estadual José Bandeira de Carvalho





sexta-feira, 20 de abril de 2018

Luto por Maribel




Olá amigos! Há muito que não escrevo aqui. Fiquei de dar uma modernizada no layout do blog, mas os compromissos mils da minha vida não me permitiram fazer isso até hoje. No entanto, hoje acordei com uma saudade imensa de escrever, como se precisasse voltar as minhas origens. Lembrei daquele samba do Caetano “A tristeza é senhora... Desde que o samba é samba é assim...”. Recordei também do Vinicius “Mas pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza, senão, não se faz um samba não...”. Aqui dentro do peito tem uma dor que quase posso tocá-la, de tão sólida. E faço hoje da tristeza, assim como Caetano e Vinicius, minha força motriz para escrever. Volto ao meu blog como que para uma velha companheira esquecida. Para sentir minha dor e superar o meu luto. Muitos podem pensar que luto a gente pode sentir pela perda apenas de humanos, mas no meu caso, estou assim porque minha gata de estimação morreu. E sinto uma dor sem dimensões pela morte ela, pois ela foi a criatura que ficou em minha companhia durante muitos anos, todos os dias. É um amor, um afeto que me permiti sentir por esse bichinho que agora, sem ela, parece tudo vazio. Não tem o seu miado de fome cedinho, não tem ela pedindo leite ou peixe, não tem ela perseguindo armários semi-abertos para fazer ninho. Morreu aos cinco anos, teve uma vida boa de gato, bem alimentada, amada pela família, teve quintal e sonecas o quanto quis. Ontem foi o enterro dela, caiu ainda fofa na terra úmida. Plantarei uma rosa em cima de sua covinha, como homenagem a minha amiga e princesa. Na minha mente, me aparece ela bebê, feia, sem pelo, e eu a pegando pela primeira vez... Demorou meses até que ficasse fofa, mas gato tem o dom da beleza e se a gente cuida bem, logo fica uma graça! E para encerrar por hoje, lá se foi a gata mais meiga, dócil e alegre que conheci.Minha gata Maribel!


Beijos!




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Insônia e Pesadelo



Esta noite, tive uma insônia brava, fiquei com os olhos saltados, esperando a manhã chegar. Havia certa melancolia nas gotas da chuva que chocavam o telhado intermitentemente. Geralmente, a chuvinha ajuda a aprofundar ainda mais o sono, a preguiça. Fechei os olhos e logo fui transportada para uma conferência de políticos, uma votação mal lograda, que sem tempo em que eu pudesse protestar, a sala toda foi tomada por uma fumaça que brotava do chão. Desesperada, fugi de lá. Ao me virar, percebi que era a única pessoa que ainda se encontrava naquele recinto. Objetos sacros estavam por todo canto, parecia uma igreja. Ao chegar na porta, eu já sabia que estava num sonho e que não poderia abrir a maçaneta da porta. Teria que passar por ela. Odeio essa sensação de estar voando, ter um controle suposto de onde vou no sonho. Isso me amedronta profundamente. Me livrei da sala enfumaçada e fui parar numa torre imensa, tão alta que nunca se chegava no teto. Quando avistei o telhado, já quase no mesmo instante, estava livre, flutuando na noite. Mas havia seres andando quando desci, uns seres maiores que eu, como que fossem de tijolo. Um deles começou a me perseguir e fiquei com tanto medo que acordei gritando.
Decidi pegar um livro e ler ao invés de voltar a dormir. Mas o sono me pegou novamente e agora lá estava eu vendo um cachorro agonizar na rua. Pensei que o certo seria acabar de matá-lo para abreviar o seu sofrimento, mas eu nem saberia fazer tal coisa. Encontrei uma amiga que queria se casar e escolheu um vestido de noiva num brechó. Só que a noiva que iria casar com aquele vestido, morreu antes do casamento. Ela me pediu para ir buscar o vestido e, chegando na loja, coisas estranhas começaram a acontecer, objetos foram atirados, e coisas ficaram tremelicando. Saí correndo dali. Fui parar num espaço de yoga, minha prima não olhou para mim. Pensei, essa praga virou uma demônia e comecei a chorar, me sentindo um lixo, ofendida com a atitude dela. Depois, veio uma tia minha falar qualquer vantagem. Eu fiquei ali, triste. Mas aí veio o meu professor de yoga e mais uns amigos, e fizeram um ritual para eu melhorar. Aí fui visitar o espaço, que estava diferente, maior do que é, na verdade. Acordei. Quase na hora do despertador tocar. Esses sonhos mais cansam que descansam. Resolvi tirar mais um cochilo e levantar de vez, seguir o dia.
E uma das coisas que resolvi fazer, nesta longa noite acordada, temperada com pesadelos, foi voltar a escrever no meu blog. Basta de sacrifícios, ficar sem escrever esse tempo todo foi um suplício, não vale a pena deixar de ser quem eu sou para perseguir o meu sustento. Sei que ele vai vir de uma forma ou de outra. Quem sabe, escrever tire a minha ansiedade, me deixe mais feliz. Quem sabe, quem sabe...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Mistério de existir

Faz muito tempo que não escrevo nada. Não sei como sairá este escrito. Pode não sair uma obra-prima, mas um dia precisaria arriscar nas minhas palavras novamente. Deixo para trás todo o filtro, todos os medos de cometer clichês e gafes. Deixo para os sabidos a pretensão de escrever textos de alto nível. Por enquanto, apenas irei escrever. E me vem uma liberdade tão grande enquanto estou aqui digitando, é como se os grilhões que prendiam a minha arte se rompessem. Desperta dentro de mim a alegria ancestral, aquela felicidade primeira que me faz ser uma pessoa agradável aonde quer que esteja. Volto as minhas origens, meus sonhos antigos, e rememoro como é bom ser eu, como é maravilhoso estar viva e poder expressar em palavras o meus deslumbres de experimentar, viver, observar e admirar este mistério incrível que é existir. 

domingo, 25 de junho de 2017

A perigosa semente

Algumas gotas de sono e sonho acompanharam a minha noite. Ainda é bom lembrar do roçar das suas mãos nas minhas, do seu calor. Tudo tão raro, tão único, tão fugaz.Gostaria te me derreter na sua pele, mas me contenho na minha condição sólida. É preciso manter os protocolos, a boa política, as convenções. Obrigar a nascer amizade de uma semente que insiste em florescer paixão.

sábado, 2 de julho de 2016

Metade de um sol amarelo

Meus dias não se orientam por fins de semana, muitas vezes eles se igualam numa sucessão monótona de dias. Tudo se interrompe com os passeios, viagens, e até mesmo com filmes. Assim, sendo hoje sábado, querendo descansar e conhecer um pouco mais do mundo, escolhi um filme todo especial para assistir. Chama-se “Metade de um sol amarelo” Acontece na Nigéria e tem uma história incrível. Acontecem traições familiares que, se não houvesse uma guerra, as pessoas nunca se perdoariam. Mas, a necessidade de ajuda, de estar junto é tão maior, que os seres humanos desse filme se perdoam. Dão outra chance. Eu coloco aqui seres humanos ao invés de personagens, porque eles se mostram de uma maneira tão sincera e crua que a impressão que se tem é que os conhece.
Esse filme é uma adaptação de um romance de Chimamanda Ngozi Adichie, uma nigeriana que é uma das mais importantes jovens autoras da literatura africana. O nome original do livro é  Half of a Yellow Sun – Meio sol amarelo. Esse livro eu quero ler, com certeza, assim como os outros que ela escreveu.
Um dizer desse filme que me marcou foi um diálogo em que as gêmeas  Olanna e Kainene relembram a fala do avô delas, quando narrava as coisas terríveis que passara na Nigéria. Ele dizia: “Não me matou, me fez conhecedor.”

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Marido Ideal

Acabei de assistir a um filme interessante, “O Marido Ideal”. Logo vi, pela estrutura do enredo que se tratava de uma peça de teatro adaptada para o cinema. Na verdade, é uma adaptação adorável de uma peça chamada “Um Marido Ideal” de Oscar Wilde. A história é toda engenhosa, com personagens caricatos, que às vezes chegam a ser infantis. Mas a ingenuidade ou maldade genuínas podem nos trazer uma segurança, uma referência neste mundo em que os vilões e mocinhos andam tão misturados. A dualidade entre bem e mal, essa divisão tão clara numa história, às vezes nos deixa tão felizes quanto ouvir um conto de fadas. E quem não gosta de histórias felizes? Quem não é apaixonado por um “happy ending”? Agora ficou meio antigo gostar de coisas comuns e eu sou careta mesmo. Adoro um finalzinho feliz, principalmente se for o meu!
E aproveitando a deixa, achei lindo o comentário de uma das personagens que fala da diferença entre olhar e ver e que só se enxerga realmente uma coisa quando você percebe a beleza que existe nela.


Beijo a todos!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aquilo que não me destrói, me fortalece

Quando se faz uma escolha, somos inocentes, achamos que logo logo a vida se assenta. Mas, às vezes, é difícil encaixar o trem na linha novamente. O tempo vai passando e tudo que temos é uma fé,  e quando ela não existe mais, rezamos para resgatá-la. Não está fácil engolir o dia hoje.  Eu sei que nem é bom compartilhar esses sentimentos ruins com os meus possíveis leitores. Hoje em dia, o povo só está querendo ler coisas estimulantes. No entanto, dá um certo conforto saber que – quando admitimos que sofremos - não é apenas nós que sentimos dor, que caímos, que fracassamos. Faz parte da vida também perder.  Assisti a um filme muito bonito esses dias, chama-se "A Sorte do Vinicultor". Um camponês queria ir além dos vinhos ordinários que produzia com o pai e produzir vinhos de qualidade, especiais. Todavia, na vida dele não dava nada certo, até que ele avistou um anjo em carne, osso e asas. Todo ano eles se encontravam. Muita coisa deu errado nesse tempo e um dia o camponês lamentou e perguntou o por quê daquele sofrimento todo. Então o anjo disse que, na vida, para ela ter sentido, precisamos da tristeza e da alegria, e que não dá para se produzir um vinho bom sem ter produzido um tanto de vinho ruim. E que tudo que se sente, se vive, passa para o sabor da bebida. É claro que, depois de muita persistência, a vida dele melhora e ele passa a produzir vinhos de alta qualidade. Daí eu tirei uma lição, que para vencermos, é preciso engolir um monte de fel e ter paciência. Isso vai nos dando estrutura, vai nos fortalecendo. E como já dizia Nietzsche "Aquilo que não me destrói, me fortalece."

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Happy Ending


Certo dia eu estava meditando em plena aula de yoga quando tive um breve sonho, daqueles que duram segundos, mas que nos levam para todo um contexto pronto, como se fôssemos transportados para uma realidade que já conhecíamos. Lá eu tinha um companheiro. Abri os olhos e havia um sorriso aberto no meu rosto. Percebi o quanto seria bom ter uma pessoa do meu lado, na minha vida. Num filme uma vez ouvi uma personagem falar que buscamos uma testemunha no decorrer da vida, assim nossos feitos, por menores que sejam, fazem sentido. Conseguimos sobreviver sozinhas? Sim! Aprendemos com o tempo de solidão a tirar o melhor dela. Curtimos as amigas, passeamos, viajamos e, principalmente, rimos muito! Não que agora que encontramos nossos companheiros, perdemos as alegrias de estar sozinha, muito pelo contrário. O futuro nos leva a algo ainda mais pleno, porque a pessoa amada só apareceu quando nos completamos por nós mesmas.  Observo minha amiga toda em rosa, agarrada em flores amarelas, feliz ao lado de seu querido amor. A etapa em que a princesa casa e vai curtir o seu “felizes para sempre”. Porém, já somos muito experientes para sermos tão infantis. Estamos apenas mudando de fase, mais contentes, claro! Afinal, estar com o amor da nossa vida pode não ser um “happy ending”, mas pode ser o começo de uma vida mais alegre, com mais sentido sim, por que não? Voltamos à beleza da união entre um homem e uma mulher, coisa que acontece desde que mundo é mundo, mas que nunca perde a sua graça e quando acontece com a gente, parece que é uma descoberta única, um sentimento singular em todo o Universo. É assim que vejo a minha amiga partir para esta nova etapa, toda envolta em flores, amores, o retrato de um dia que amanhece feliz. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Roçando os pés nas nunvens

Despertei de um sono macio. Não sei direito o que sonhei, mas não era, com certeza, o sonho pavoroso de ir à cabeleireira e ela cortar o meu cabelo bem curtinho e eu chorar horrores. De noite, não sofri as penas de ter que desapegar de pessoas que gosto muito. Já me acostumei com a minha nova realidade: estou submissa ao adeus. O importante mesmo é que hoje acordei ainda sentindo o roçar das nuvens aos meus pés!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Água doce

Desvendo-me aos poucos que é para não me tornar vulgar aos seus olhos. Sou um oceano, mas deixo a sua vista apenas um córrego de água doce. Se você sentir sede das minhas águas, te deixo levar pela correnteza, atingir as minhas pedras, ondas e chegar até ao abandono doce da superfície azul.

Quando me falta o sal...

Tem horas que entro num buraco negro. Só que esse lugar não tem cor; nem preto é. É invisível, quando estou lá dentro ninguém me vê. Quando o meu ânimo só se esforça para ser insípido, é para lá que eu vou.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Poços de Caldas tem Saúde nota 10!

                                              UPA - Poços de Caldas - MG

Sempre tive plano de saúde, sei muito bem como é ser mais ou menos atendida nos prontos-socorros particulares, tudo bonitinho, pintadinho, mas com uma demora impressionante para atender a gente. Quando, devido às circunstâncias, fiquei sem plano, pensei assim: o jeito é não ficar doente, pois se no plano já deixa a desejar, imagina no SUS!

Me enganei feio! Com o passar do tempo, foi realmente necessário recorrer ao PSF. As consultas foram marcadas sem demora, e a médica clínica geral Diana é uma graça de pessoa e ótima profissional. 

Hoje, porém, fui ao PSF porque meu resfriado havia piorado e precisava ser atendida hoje mesmo porque não consigo fazer nada direito com a cabeça pesada, dor no corpo, nariz congestionado. Não foi possível.

Dessa forma, decidi arriscar ir à UPA. Levei um livro para estudar e pensei: vou esperando até onde der, qualquer coisa volto para casa. Mas, para o meu espanto, fui logo passada por uma triagem e depois chamada para a consulta. Da consulta, para o raio-x, para verificar se estava com sinusite. Minutos depois, saiu a chapa, impressa. Fazia muito tempo que não ia ao médico, mas fiquei impressionada com a tecnologia de hoje, as chapas serem impressas no papel. Ainda mais eu vendo isso na UPA! Dali dois instantes, o médico, o Dr. Ricardo Manne, me chamou, analisou o exame, me receitou uma injeção e uns medicamentos. Logo aplicaram a injeção e fui até a Policlínica pegar os medicamentos via oral. Só tinha um deles, o outro comprei, todavia, achei perfeito tudo! O atendimento, a rapidez, a tecnologia. Pelo menos nessa área, o governo anda dando conta do recado!

Nesses momentos em que só se fala de crise, é importante ressaltar as coisas boas que também acontecem. A saúde aqui em Poços, até onde eu precisei, tem sido nota 10 e isso merece ser divulgado!

Abraço a todos e ótima saúde!

Foto: http://www.amopocosdecaldas.com.br/2015_07_01_archive.html

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quando digo adeus


Não ameaço dizer adeus. Simplesmente digo. Por educação, por afirmação. Viro-me e não volto mais. Talvez tenha ares de realeza em que há mais atitudes do que ameaças. Esse meu jeito não é moldado, faço isso de maneira espontânea. Às vezes as despedidas saem tão rapidamente que parecem precipitadas. Mas não são. Desenvolvo o adeus. Quando ele está pronto, vou embora.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Um novo ânimo

Estou com o ânimo revigorado. O fato de ter conseguido ajuda certeira para superar as emoções em detrimento da razão, foi a coisa mais importante que me aconteceu hoje. Eu tive que voltar às minhas origens, encarar os meus medos. A vida surpreende e, de uma hora para outra, percebemos que as coisas podem não sair conforme queremos, nem com toda a urgência, mas a demora do percurso pode nos trazer amadurecimento, novas forças. E o carinho do toque da mão de alguém te segurando vale muito mais que conseguir o que queremos de fato. Pois o que desejo ainda é futuro, mas o apoio é o que tenho e ele é real e é ele que me deixou feliz neste dia!