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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O ADEUS À MULHER SELVAGEM




Estou lendo um livro francês, se chama O ADEUS À MULHER SELVAGEM. É uma história que acontece em plena guerra, quando os alemães estão sofrendo represália. No meio de toda aquela loucura, Joana, a principal personagem, com apenas doze anos, tem que ir para outro país, pois sua mãe enlouqueceu devido às experiências horrorosas que teve que passar. Assim, a mãe, estando em uma casa de repouso, Joana sai para passear com o amigo de seu pai, agora tutor da menina. Eles vão visitar a cidade e é um lugar fantástico. Então ele diz que vai contar a história de um pássaro. Quando ele estava fazendo escavações, pois era arqueólogo, todos os dias, certa hora da tarde, aparecia um pássaro lindíssimo e ficava a olhar o homem. Depois de um tempo, ia embora. Ele ficou tão encantado com as aparições da ave, que resolveu trazer um amigo para presenciar a cena um dia. No entanto, neste dia o pássaro não veio. Mas, continuou a aparecer das outras vezes, quando ele estava sozinho. Certo dia, ele chegou bem perto do pássaro e a ave se deixou tocar. Depois disso, levantou voo e nunca mais apareceu. No entanto, quando ele foi ver as marcas dos pés do pássaro para constatar se ele era realmente real, viu suas marcas no chão. Numa língua estranha, antiga, daquelas que ele conhecia, decifrou que ali não estava apenas as marcas de um pássaro, mas uma mensagem. Decifrando-a, ele traduziu como ALEGRIA. Depois disso, ele realmente experimentou uma felicidade tamanha, uma mocinha de uns quinze anos vinha rodeá-lo e conversar com ele todos os dias. Ele gostava dela, mas nunca chegaram a se tocar, mas mesmo assim, até hoje, já velho, lembra daqueles dias e da presença da moça como uma alegria, a própria previsão do pássaro. Joana discorda e fala que o gostar nunca pode ser concretizado sem toques, mas o velho entendeu que mais valia o sentimento, a sutileza do que o próprio toque em si.
                Neste tempo em que tudo tem que ser para ontem, ler uma história dessas nos faz entender que não importa se o amor não se concretiza, mas que o que mais vale, é a ALEGRIA de gostar de alguém, a nobreza de sentimentos, a amizade. Isto permanece!

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