Quem sou eu

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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

domingo, 27 de junho de 2010

Alegria infantil?

Olá amigos,
Acordei numa alegria dessas sem muita razão. Como se de repente tivesse retornado à infância e recuperado toda a vitalidade daqueles tempos.
Apesar de estar trabalhando mais, isso não tirou minha vontade de continuar lutando pelos meus sonhos, nem minha ânsia pelo conhecimento.
Comecei o dia com uma salada de frutas e depois preenchi uma lista de tudo que planejo fazer hoje.
É assim que começo um dia como esse: domingo.
Fico preocupada porque na lista não está sair com minhas amigas ou coisas assim. Quem sabe mais tarde vou ao cinema. Sozinha mesmo.
Não deve ser de todo mal ficar uns tempos recolhida, ainda mais pelo motivo que me proponho.
Bom dia a todos,
Raquel

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Janela aberta

Amigos leitores! (23/06/2010)
Como estou nas vésperas de pegar no meu romance novo e escrever umas linhas, parágrafos, o que a minha imaginação me levar, entrei no meu quarto, coloquei um CD de Jazz instrumental e abri a janela. Apesar de ser noite e estar frio, estava me sentindo sufocada com a janela cerrada. Tenho algo contra a janelas fechadas. Para mim, todas elas devem estar abertas, independente do clima. Para me aquecer, me enrolei numa coberta felpuda. Na falta de uma lareira elétrica, vai a famosa coberta mesmo. Depois de treinar uns golpes no Kung Fu na academia, descansei a mente, liberei energia. Era o que precisava num dia tenso como esse.
Tem gente que relaxa com Yoga, Pilates e outras coisas mais calmas. Eu preciso fazer algo que realmente mexa o esqueleto. Desisti da musculação: já era hora. Odeio! Depois de treinar Kung Fu e tomar um banho, a impressão que tenho é que saí de uma massagem. Estou menos ansiosa. Problemas todos temos. O fato é se conter diante deles.
Agora, licença... Irei à escrita!
Boa noite a todos,
Raquel

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alunos cheios de energia!

Boa tarde a todos!

É um pouco apática que começo esse escrito de hoje. Deve ser a canseira de dar aulas. Os alunos me estranharam e eu estranhei os alunos. Mas a gente pode se dar bem. Pensamento positivo. Eu sou a terceira professora de inglês deles esse ano. Eles talvez estão com medo que eu os abandone também. Quando olho para cada uma daquelas carinhas bonitinhas, não dá para entender como produzem um barulho tão alto e ao mesmo tempo pulam, saltam, perguntam, respondem. Eles estão cheios de energia!
Vou à academia e logo depois irei cuidar da minha escrita. Pois para esse fim esse blog foi feito. Para que as circunstâncias não me desviem do meu sonho maior, que é um dia viver do que escrevo.
Beijos,
Quel

terça-feira, 22 de junho de 2010

A jornada é longa!

Boa tarde!
Ontem peguei no galho da rosa vermelha que enfeitava meu quarto, parti-o em dois pedaços. Não adianta lamentar, nem cultivar o que é infértil. Na vida, aprendi a lição de recuar. Embora sejamos obrigados a recomeçar, temos que admitir quando nos precipitamos. É assim que meu coração sente: sozinho, triste e dolorido. Ele está doendo mais do que o meu corpo depois da aula de musculação.
Quanto à escrita, ando ocupada revisando o “boneco” do livro. Irei me dedicar a isso hoje à tarde. Se sobrar um tempinho, ainda escrevo umas linhas no meu novo romance. Mas a prioridade é para “Livremente Mara”, né?
Hoje foi meu primeiro dia de aula na outra escola. Isso quer dizer que começou hoje a jornada de 40 aulas por semana. Vamos ver como é isso.
Beijos, amigos!
Raquel de Souza

O chá de romã


Olá amigos,
Boa noite,
Hoje quase não trabalhei por conta de um resfriado forte. Acordei, achei que o desconforto iria passar, mas ele só piorou dentro da sala de aula. Fui ao pronto socorro, onde fiquei horas para fazer tudo que precisava. Inalação, raio-x e essas coisas bem chatas. No fim, o médico acha que tenho uma faringite ou resfriado. Na verdade, me conheço: estou com resfriado e uma faringite como conseqüência. Ele me receitou uns remédios de praxe. No entanto, saí do pronto socorro convicta que o melhor a fazer numa situação daquelas era recorrer à sabedoria popular a ficar me intoxicando com essas drogas todas. De drogas, já basta o meu cigarro. Fui à casa de minha tia, apanhei umas romãs bem gordas e voltei para minha casa. Aqui, comi os frutos de uma e reservei a casca para fazer o chá. Minha mãe sempre me disse que o gargarejo do chá da casca do romã é um santo remédio para amidalite. Fiz o chá. Depois dele morno, enchi um copo e achei melhor tomar um pouco. Passou pela minha cabeça que, se o negócio era faringite, o único meio do chá entrar em contato com a inflamação era tomando o chá. Depois que tomei o amargo chá é que gargarejei. Não dá para negar que o efeito é rápido, já que o chá tem algo de analgésico também. Todavia, resolvi pesquisar na internet para checar dos benefícios do chá da casca do romã. Qual não foi o meu desespero em saber que não se poderia beber o chá. Mais desesperada fiquei quando fiquei sabendo que a casca do romã tem propriedades tóxicas. Pensei: estou envenenada. O que fazer? Pensei que o melhor era provocar um vômito. Mas a minha garganta estava sensível. Poderia piorar as coisas. Resolvi deixar o chá na barriga e ver o que acontecia. Até agora estou viva. Se amanhã não aparecer mais, já sabem. Estou tranqüila quanto a isso. Sou uma menina boa, cumpridora das leis e daqui só posso parar mesmo no céu. Ou mais otimista, pesquisei mais fundo e vi que a casca tem propriedades vermífugas. Como diz o ditado, o que não mata engorda. Esperemos.
Nesse entremeio, havia uma palestra a noite para ir, coisa bacana mesmo, com uma ilustradora de livros chamada Regina Renoó. Ela compõe livros de imagem e achei o assunto interessantíssimo. Eu saí daqui de casa sem maquiagem, tamanha a prostração, mas eu fui. E valeu a pena. A palestra me acrescentou em muito nos meus conhecimentos pedagógicos e artísticos. No final, encontrei uma velha amiga de adolescência, que agora é professora também. Levei-a até a sua casa e ainda voltei com vários livros que ela me emprestou debaixo do braço. Assim, olho para a pilha de livros que tenho para ler e imagino que não há como me sentir entediada. Mesmo que os livros sejam em sua maioria teóricos.
Percebi nesses últimos dias que nada do que se aprende é perdido e ora ou outra se utiliza aquilo que se aprendeu. Outra coisa é que se temos um sonho, e fazemos tudo para alcançá-lo e mesmo assim não conseguimos realizá-lo, a luta não é perdida. Talvez o tempo que você determinou para realizar o projeto não era o tempo certo. Por outro lado, de uma hora para outra, as portas se abrem para você realizá-lo. Em outro período, com outra maturidade. Se temos sonhos, lutarmos para que eles se realizem e esperarmos, podemos alcançar quase tudo. Ou até mesmo tudo. Quem sabe?
Bom sonho a todos,
Quel
18/06/2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Viver é perigoso!

Olá amigos!

Depois de se avançar um degrau a mais na grande vida, acho que é natural esse sentimento de estar se equilibrando em águas. Sinto-me como se fosse uma bandeirante, explorando uma floresta nunca antes tocada. Seria mais seguro recuar e voltar aos lugares que já conheço. Todavia, é preciso tentar. E como dizia Guimarães Rosa em seu livro "Grande Sertão: Veredas", - "Viver é perigoso."
A mulher nunca teve tanta liberdade e autonomia quanto nesse século. Agora sim estamos na situação em que não somos as revolucionárias do século passado e sim, as novas mulheres, fruto disso. Estamos descobrindo nosso caminho, nossa trilha. "Navegando por mares nunca dantes navegados." (Os Lusíadas)
Antes a mulher "direita" tinha um único destino: Casar, ter pelo menos uns... 10 filhos, criá-los e cuidar da família. Hoje os destinos são tão variados como os nossos fios de cabelo. E no meio desse monte de escolhas, não se pode deixar de viver, de observar os hibiscos, e os ipês que principiam a florir.
Beijos,
Raquel de Souza

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Crônica de uma despedida - escrito por Renato Alessandro

É com meus sentimentos embargados e cheia de saudade que posto essa crônica de meu querido amigo Renato. Infelizmente a vida da gente nos obriga às vezes a ficar distantes espacialmente dos nossos amigos. No entanto, estamos sempre pertos. Um próximo ao coração do outro.
Beijos, Rê

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar...

(Andrade, Carlos Drummond de. Poema a um ausente)

Se todos fossem iguais a você, Que maravilha viver (...)

Vinicius de Moraes

Crônica de uma despedida

Renato Alessandro da Silva



Eis que um poeta cá solitário e tristonho vem para despedir-se através de palavras. Aliás, elas são o mais apropriado neste caso. Imagina um poeta a soluçar sem versos? Sofrente, o escriba amolda quiçá qualquer metáfora com o fito de aquietar-lhe o que se chama algures ‘alma’. Mas que estas imagens relutam em vir com o mesmo compasso das letras que, em comum e fundado acordo, ora adiantam-se. É certo que no ofício de versificar tal ritmo vez por outra pode descompassar: o poeta pretende imprimir as estrofes com nitidez e facilidade, as letras saltam rápida e ferozmente, porém sem música, ocas, opacas. Decerto sairá algo do vernáculo.

É o que sinto neste instante. Quero os verbos, os versos. Mas a única poesia que me vem está lá fora, no fim rubro da tarde, no barulho estridente do sino da catedral (há uma catedral em ruínas), no estribilho das crianças que deixam as escolas e de modo atabalhoado passam o semáforo (o automóvel não as percebe, tampouco vê o sorriso).

Antes, nem faz muito, a poética era muito mais evidente: ao fim do horizonte os ipês – que só costumam apresentar seu tingido e nuance às vésperas da primavera – já vicejavam e tingiam alegremente um espaço que pode, a depender do espírito, ser a vida ou a paisagem.

Antes havia sua companhia, sua camaradagem, seu apoio desde as incipientes horas.

Há, porém, a partir do presente, este instante, no qual a ausência é um peso peremptório: seguir! A vida tem dessas malucas ironias: quando estamos prontos, prestes a explodir em verso o que era apenas rima pobre – partimos.

A contemplar o futuro, certamente, haverá um dia em que todos passaremos. Ficará, inelutável, a pretérita convivência, a solidariedade, a lembrança. Farás a falta de um afluente: os rios só são fortes para superar distâncias porque se enraízam em outros e com este apoio ganham corpulência e deságuam no diáfano oceano.

A nigérrima noite já respira (ao fim da qual nos espera o porvir). Silêncio. Sinto-me triste como pétala fora da flor. E com saudade.

Viver, simplesmente

Bom dia, amigos!

Já reparou como os dias de inverno são tão bonitos? No céu não há uma única nuvem para atrapalhar a brancura do sol. E o sol branco toca a terra de leve, sem esquentar muito. E ele vai passando e vai embora rápido. As donas de casa que apressem para colocar as suas roupas nos varais e aproveitar o calorzinho bom e saudável do sol.
Eu tenho que aproveitar do dia que é quando se é suportável ficar sentada algum tempo em frente ao computador. A noite isso tem sido impossível, devido à baixíssima temperatura. Infelizmente nós não temos infra estrutura para suportar temperaturas assim. Então o jeito é esperar esquentar um pouco para voltar a escrever a noite. Ou comprar uma lareira elétrica, o que não é uma má ideia, nem um investimento ruim.
Comecei o dia, tomei meu café da manhã (pensando no chocolatinho que estava no armário). Não resisti: comi o chocolate. Mesmo lendo o livro "Sugar Blues" e balançada de saber os males que o açúcar causa no nosso organismo. E isso não é mentira. Na verdade, eu já tive problemas com consumo de açúcar. É por isso que me vem aquela culpinha quando como bombons. Além de tropeçar na dieta, claro.
Depois do café, comecei a listar o que deveria ser feito hoje. Liguei o som, fechei os olhos. Existia algum horário ali só para se viver? Só para emocionar-se por estar viva e feliz? Porque estar viva é um milagre, não sabia? E porque não havia na minha agenda um espaço para isso? E porque nunca vi na agenda de ninguém, escrito: hora de viver, simplesmente. E por que quando nos distraímos com uma música ou qualquer outra coisa bela, nos culpamos e achamos que estamos enrolando nosso serviço? Se nossa função primordial nesse mundo é viver. Apenas. É na vivência que podemos ter mais alegria, mais conexão com a natureza. É através dela que podemos nos amar melhor, nos cuidar melhor. E, consequentemente, amar melhor os outros e cuidar melhor do próximo.
Não sei se sou maluca. Mas para me manter tranquila e equilibrada, tenho que ficar um tempo sozinha. Eu acho que é por isso que escrevo. Quando faço isso, vai ficando tudo em ordem na minha cabeça. Se afasto muito da escrita, pode saber que lá vem desordem outra vez. Outra vez falta de disciplina. Uma coisa está ligada a outra.
Sou uma escritora em construção. Por isso, ainda estou definindo como me sinto melhor na hora de escrever.Já fui muito desorganizada na minha vida. Mas na hora de escrever, acho impossível ter desordem. A primeira coisa que faço é organizar o espaço em que vou trabalhar. Depois disso, mesmo quando eu não tinha blog, eu fazia divagações sobre o que é escrever para mim. Daí sim começava a escrever naquilo em que estava trabalhando. Num conto, num livro infantil, num romance.
Muita gente tenta definir os costumes de um escritor. No entanto, como li no blog da Flip (Feira Literária de Paraty) "Lo único cierto, en todo caso, es que los escritores son animales de costumbres y que la mayoría de ellos tiene una debilidad por los rituales y la disciplina."
Não há como uma pessoa chegar para você e dizer: faça isso, faça aquilo e se tornará uma escritora. Cada um se organiza como pode, como se acha melhor. A única coisa que não pode acontecer é parar de escrever. E escrever é um ofício solitário em que você dirige todos os processos. Só depende da gente, de mais ninguém. Pelo menos é assim no começo.
Um abraço a todos,
Raquel de Souza

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ideias mais coloridas

Olá amigos,
Andei alguns dias sem postar nenhuma mensagem. No entanto, isso não se deu pela falta de assunto e sim pelas horas que voam e quando quero ver sumiram de minhas mãos. Na verdade, estava resolvendo assuntos de uma outra ordem e decidi ficar alguns dias sem trabalhar no meu livro novo. Mas agora estou de volta. Hoje chegou o “boneco” do meu romance “Livremente Mara”. E é muito bom tocar na estrutura do que será meu livro publicado. Eu adivinho minha emoção quando tocar nele, realmente concretizado. Para falar a verdade, já é bom demais acompanhar o nascimento desse livro, curtir cada processo de edição, cada detalhe. Como tenho um cronograma tranquilo, dá para desenvolver tudo com muita calma.
Como fiquei afastada uns dias do blog, a mesma coisa aconteceu com o romance que agora estou escrevendo. Se bem que voltarei amanhã a escrever com uma ideia, vamos dizer assim, mais colorida sobre o que vou digitar daqui para frente. Isso devido às coisas que vi, senti e li esses dias. A vivência é muito importante para o florescimento das ideias. Não dá para se criar fechada num quarto. Dá até para se escrever numa condição dessas. Mas quando estamos falando em construir algo “novo”, precisamos ter contato com o mundo. Senti-lo, sentir as pessoas, e principalmente se sentir.
Como já é madrugada, vou dormir que amanhã acordo cedo. Já diz o ditado “Deus ajuda quem cedo madruga.” Agora preciso me organizar melhor para dormir mais cedo. Afinal, sonolenta, não tenho vontade de nada.
Que o jogo do Brasil dê alegria, mesmo que fugaz, ao nosso povo.
Abraços,
Raquel de Souza
15/06/2010, 1:30 da madrugada

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Recomeço

Boa noite!

Hoje não está sendo um dia fácil. De repente até as coisas mais inusitadas na vida, quando se tornam parte de sua rotina, se mesclam a você. E tudo volta a ser igual, tudo ao seu ponto de início. E o que é a vida senão esse aglomerado de recomeços?

Beijos,
Raquel

terça-feira, 8 de junho de 2010

O ócio criativo

Olá amigos,

O dia gela lá fora e o trabalho se acumula nos ares. Melhor não sofrer por antecedência. Por enquanto estou descansada e cheia de ideias. Mas, depois de um dia exaustante de trabalho, amigos, é impossível ter ideias. Tem um amigo meu, músico, grande violonista por sinal, que diz da necessidade de termos o ócio criativo. Porque é preciso deixar a alma voar livre. Se a acorrentarmos com o jugo das tarefas que consomem as horas e as energias, como é possível liberar a criatividade?

Abraços,
Raquel de Souza

Caída de amores

Boa tarde amigos!
Tem uma música de Cazusa que fala:” Vou pagar a conta no analista para nunca mais ter que saber quem eu sou.” Estou quase assim: doente de amor, não querendo sarar.

Já viu contar de quem não quer sarar?

E a vida de escritora anda próspera, cultivando a disciplina diariamente, mesmo que meu corpo seja preguiçoso e minha mente só queira saber de caçar borboletas azuis.
Abraços,

Raquel de Souza
07/06/2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sentimento e Disciplina

Bom dia!
Para começar um dia de trabalho, escrever no blog tem sido como um aquecimento, como já disse antes. Se temos que aquecer a voz para dar aulas, se temos que afinar os instrumentos para tocá-los, também é necessário regular a tonalidade das palavras. E esse blog me serve de ponderador, de filtro, um propósito à concentração.
Hoje abri os olhos e pensei: tenho que levantar e escrever. Afinal de contas, à tarde eu e meu amigo João vamos a nossa Poços maravilhosa para ele conhecer. Provavelmente será um passeio muito agradável. Ver cachoeiras, montanhas do alto sempre são ótimos programas, mesmo para quem já viu essas paisagens milhões de vezes. No entanto, quando levantei e me deparei com a janela, que dá de frente para uma mata, não resisti. Abri a janela e fiquei contemplando a beleza daquele momento, sentindo aquele instante. Daí pensei, lembrei que o fundamental de escrever está no sentimento. Não se dá para colocar a arte no mesmo lugar de coisas que se produzem em série. Estabelecer assim: hoje vou escrever tantas páginas! Não! É preciso sentir primeiramente. No entanto, disciplina vem logo depois do sentimento. E é nisso que venho trabalhando: a combinação entre sentimento e disciplina.
Um abraço, amigos!
Raquel de Souza

Os labirintos

Olá amigos!
Acordei umas nove horas da manhã e até agora estou preparando meu lugar para escrever. Estou na biblioteca da Rosa dos Ventos, lugar claro, com uma vista inspiradora. Recolhi alguns CDs na estante para relaxar enquanto trabalho. Tudo parece perfeito. Agora mesmo, vindo da cozinha para cá, ajudei a receber alguns hóspedes. Porque aqui é bem assim: você passa de hóspede à morador em dois tempos e é como se eu conhecesse todos aqui de longa data. Faz que um ano que freqüento essa casa. Posso dizer que esse lugar abriu portas para um novo tempo na minha vida. Novas amizades, novas relações sociais, novos ângulos de como olhar a vida. Ontem, quando cheguei, fiquei um pouco assustada por ser a única hóspede e até me arrependi de ter vindo. Por que não esperei? – pensei. Mas mesmo essa reflexão que tive que fazer me ajudou porque acho que estava vivendo num ritmo muito corrido. Eu gostaria sabe do que? De morar aqui nesse sítio, e viver meus dias como hoje. Encontrar meus amigos, comer com eles, tomar uma água tônica – já que não bebo quando escrevo. Mais tarde, se reunir em volta de uma mesa ou de uma fogueira e bater um papo bacana. Só uma coisa às vezes me chateia – é o fato de que, como dizia Sartre – somos condenados à liberdade. E isso me traz uma solidão e desamparo enormes. Quem me salvará? Hoje eu tenho a resposta que só eu mesma posso fazer isso. E a vida entra por labirintos e testes cada vez mais complicados. Mas não há outra alternativa que passar por eles e vencê-los.
03/06/2010

Boa madrugada!

Boa noite, amigos! Para não falar boa madrugada!
É que com esse negócio de eu ter me resfriado, mais dormi que fiquei acordada esses dias. Pois me deu um sono tão avassalador que não consegui nem ler livros. Até tentei – minha cabeceira está cheia deles – mas o sono foi mais forte. Parecia mais um urso polar hibernado. Ainda bem que agora estou me sentindo melhor. E sem sono, obviamente. Não tem riqueza maior na vida de uma pessoa que a saúde. Sem ela, perdemos o ânimo, o tino. Até um resfriado de nada pode nos derrubar. Somos frágeis.
Hoje fiquei matutando em questões como: Como vou conciliar minha vida pessoal com o monte de ocupações que arranjei para mim? Todas as pessoas ao meu redor têm que estar cientes que agora um tempo da minha vida está sendo dedicado à escrita. Fora as quarenta aulas que começarei a dar a partir do dia 22. Mas, enquanto esse dia não chega, o trabalho anda tranquilo.
Eu estou radiante. Isso porque estou me sentindo melhor do resfriado. Sinto uma gratidão enorme por meu ânimo estar voltando e minha vontade de escrever também.
Beijos,
Raquel de Souza – 01/06/2010 – 01:10 da madrugada

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cadê as mulheres?

Olá amigos,
Hoje, sem meias palavras, sem divagações sobre efeitos da cafeína ou do sono exagerado. Quero falar sobre o mercado editorial. Na verdade, quero fazer um protesto. E já faz tempo que gostaria de fazer isso mas não sabia como. Agora, estou aqui, a falar com vocês. Peço que deem uma observada nas vitrines de livraria. Veja o que encontra. Pode ver que a maioria deles são de auto-ajuda ou alguma coisa parecida. Até aí, tudo bem. Aliás, atire a primeira pedra que nunca leu um livro desses. O problema não está bem aí. Estão nos escritores. Quem são eles? Deem uma olhada. São de uma grande massa estrangeira. Será que também não temos livros brasileiros? Aonde estão nossos escritores? Por que o mercado editorial não nos dá uma chance, um valor maior em vez de ficar valorizando a cultura estrangeira? Por que tudo se converte em forças à aculturação? Mesmo quando se trata de um público que gosta de ler, é preciso também evidenciar o que os brasileiros produzem. É o que é justo, na verdade. Não é natural toda exposição de escritores estrangeiros na vitrine enquanto os livros brasileiros ficam ocultos, muito humildes, nas prateleiras. Por que? Eu realmente gostaria de saber. E outra coisa: um passatempo meu é ir à livrarias e pesquisar quantas mulheres escritoras estão na prateleira de literatura brasileira. Na verdade, os livros são tão raros que conseguiria carregá-los. Será que temos poucas escritoras ou o mercado simplesmente não se interessa com esses problemas ínfimos? Pode ser até que a mulher tenha ganhado algum espaço em alguns quesitos. Mas não nas prateleiras de nossa literatura.
Beijos,
Raquel de Souza