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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Viver, simplesmente

Bom dia, amigos!

Já reparou como os dias de inverno são tão bonitos? No céu não há uma única nuvem para atrapalhar a brancura do sol. E o sol branco toca a terra de leve, sem esquentar muito. E ele vai passando e vai embora rápido. As donas de casa que apressem para colocar as suas roupas nos varais e aproveitar o calorzinho bom e saudável do sol.
Eu tenho que aproveitar do dia que é quando se é suportável ficar sentada algum tempo em frente ao computador. A noite isso tem sido impossível, devido à baixíssima temperatura. Infelizmente nós não temos infra estrutura para suportar temperaturas assim. Então o jeito é esperar esquentar um pouco para voltar a escrever a noite. Ou comprar uma lareira elétrica, o que não é uma má ideia, nem um investimento ruim.
Comecei o dia, tomei meu café da manhã (pensando no chocolatinho que estava no armário). Não resisti: comi o chocolate. Mesmo lendo o livro "Sugar Blues" e balançada de saber os males que o açúcar causa no nosso organismo. E isso não é mentira. Na verdade, eu já tive problemas com consumo de açúcar. É por isso que me vem aquela culpinha quando como bombons. Além de tropeçar na dieta, claro.
Depois do café, comecei a listar o que deveria ser feito hoje. Liguei o som, fechei os olhos. Existia algum horário ali só para se viver? Só para emocionar-se por estar viva e feliz? Porque estar viva é um milagre, não sabia? E porque não havia na minha agenda um espaço para isso? E porque nunca vi na agenda de ninguém, escrito: hora de viver, simplesmente. E por que quando nos distraímos com uma música ou qualquer outra coisa bela, nos culpamos e achamos que estamos enrolando nosso serviço? Se nossa função primordial nesse mundo é viver. Apenas. É na vivência que podemos ter mais alegria, mais conexão com a natureza. É através dela que podemos nos amar melhor, nos cuidar melhor. E, consequentemente, amar melhor os outros e cuidar melhor do próximo.
Não sei se sou maluca. Mas para me manter tranquila e equilibrada, tenho que ficar um tempo sozinha. Eu acho que é por isso que escrevo. Quando faço isso, vai ficando tudo em ordem na minha cabeça. Se afasto muito da escrita, pode saber que lá vem desordem outra vez. Outra vez falta de disciplina. Uma coisa está ligada a outra.
Sou uma escritora em construção. Por isso, ainda estou definindo como me sinto melhor na hora de escrever.Já fui muito desorganizada na minha vida. Mas na hora de escrever, acho impossível ter desordem. A primeira coisa que faço é organizar o espaço em que vou trabalhar. Depois disso, mesmo quando eu não tinha blog, eu fazia divagações sobre o que é escrever para mim. Daí sim começava a escrever naquilo em que estava trabalhando. Num conto, num livro infantil, num romance.
Muita gente tenta definir os costumes de um escritor. No entanto, como li no blog da Flip (Feira Literária de Paraty) "Lo único cierto, en todo caso, es que los escritores son animales de costumbres y que la mayoría de ellos tiene una debilidad por los rituales y la disciplina."
Não há como uma pessoa chegar para você e dizer: faça isso, faça aquilo e se tornará uma escritora. Cada um se organiza como pode, como se acha melhor. A única coisa que não pode acontecer é parar de escrever. E escrever é um ofício solitário em que você dirige todos os processos. Só depende da gente, de mais ninguém. Pelo menos é assim no começo.
Um abraço a todos,
Raquel de Souza

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