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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Encontros e fugas

Olá amigos! (15/07/2010)
Não perdendo a linhagem desse diário, que relata como é a rotina de uma escritora em construção, queria explanar que, se acaso você tem medo de sofrer, é melhor nem começar a escrever ficção. Digo isso porque as histórias, como nossa própria vida, tomam rumos dolorosos algumas vezes. É o caso do meu novo romance. Quando me percebi, estava sofrendo junto com o drama de uma das personagens. E não adianta tomar uma aspirina para ver se a dor passa. É preciso estar ali e se emocionar juntamente com os personagens que você criou. É nessa hora que eu tenho vontade parar, fico alguns dias de “greve” de escrever. Todavia, não há remédio: é preciso chacoalhar a poeira e seguir em frente. De cara limpa, sem vinho tinto.
Escrevo essas palavras com uma certa melancolia. A minha vida anda passos um pouco inseguros. É o que faz toda a mudança. Sei que estou tomando atitudes em prol de realizar os meus sonhos. E eles têm um preço. E estou pagando: a prestações que começam quando acordo e terminam quando durmo. Todos os dias, todas as horas estou pagando. Um dia, pode ser, vou achar que essas ações são normais e não vou ficar pensando em pagamentos, sacrifícios. Acho que tudo que começamos é trabalhoso no princípio.
Quando volto para casa, vejo todos os bares e as pessoas se divertindo dentro deles. Sinto saudades. Embora ande encontrando meus amigos em outras situações sinto falta do ambiente descompromissado dos bares, das cervejas, da música. Mas estou em fase de recolhimento. É preciso me abster um pouco das loucuras da vida noturna para me conhecer melhor, para entrar no exercício da disciplina. Até mesmo para parar de fugir de mim mesma.
Quantas vezes não vivemos a se esconder de nós mesmos? E há tantas maneiras de fazer isso! Nesse mundo que mais nos proporciona fugas que encontros.
No entanto, apesar do ambiente hostil da filosofia comum de vida atual, penso que a viagem ao encontro comigo mesma é o caminho certo para ser feliz e realizada, em todos os aspectos. Se felicidade completa existe? Não. Mas existe a paz e o equilíbrio que alicerçam a pessoa, deixando-a mais forte, com cada vez mais coragem para lutar.
Abraço a todos,
Quel

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