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Sou escritora e atriz. Adoro ler, escrever, assistir a filmes e ir ao teatro. Escrevi dois livros "A ilha e a menina" e "Livremente Mara", que virou peça de teatro e estreia no final deste ano.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O gato dos telhados

Olá, boa tarde!
O dia está claro e ensolarado como deve ser um princípio de tarde no outono. Dei uma volta lá fora e me deparei com um corajoso gato preto atravessando os telhados. Ele, apesar de estar com medo, sendo visto pelos cachorros dos quintais, continuava seguindo em frente, imune.
Acho que dá, por essa cena, para fazer uma analogia com o que estou sentindo agora. É que em pouco tempo vou deixar de ser uma escritora sem livro para ser uma escritora com livro. Meu romance Livremente Mara será lançado em setembro. Isso significa que serei lida, exposta, criticada e talvez amada. Escrever é como dar a cara a tapa. Não dá para se esconder entre as linhas, entre as palavras. De uma hora para outra você surge, não com as casca do corpo mas com a alma esmiuçada. Eu espero que meus futuros leitores gostem do que escrevi. Mas tenho que estar preparada caso não gostem. Mandei ontem o que faltava para o "boneco" do meu livro ficar pronto: a dedicatória e a epígrafe. Depois vem o processo da capa. Fecho os olhos e tento imaginar meu livro nas minhas mãos. Deve ser como segurar o primeiro filho. Uma emoção grande demais!
Agora vamos mudar um pouco o assunto e falar a quantas anda o meu novo romance. Ontem escrevi mais uns parágrafos. Eu tinha tido uma ideia mirabolante à tarde e tinha resolvido apagar tudo e começar de outra forma. Acho que não será preciso. Dá, com uma aperfeiçoada, para continuar no mesmo ritmo. O interessante é que no romance Livremente Mara eu gostaria de ter dado o ritmo que estou dando neste e saiu outra coisa. Agora, quase sem querer, é esse ritmo que surge, assim, sem mais nem menos. Escrever, camaradas, é uma surpresa. Se imagina uma porção de coisas, se faz roteiro e tudo mais. No entanto, quando se vai para o "papel" e escreve, outras coisas podem aparecer. Na verdade, quando isso acontece, é a parte mais agradável de escrever. Quando se fica tão absorvida pelos personagens que eles te transferem automaticamente para aquela realidade que você criou. E que você passa a ser uma espectadora ou até personagem. É aí que a distância entre o narrador e o acontecido fica menor. É assim que a história começa a me tocar. Não só tocar na imaginação mas tocar de modo a solidificar isso na escrita.
Um abraço a todos!
Raquel de Souza

Um comentário:

  1. E como e que eu faço pra comprar esse livro hein? Em são Paulo? (minha Mae vem visitar e poderia trazer pra mim!

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